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Centro de Arte Alberto Carneiro é uma “celebração da vitalidade da arte contemporânea portuguesa”

28 Novembro 2021

SECRETÁRIA DE ESTADO E FAMILIARES DO ESCULTOR ELOGIAM PROJETO, NO DIA DA INAUGURAÇÃO


A inauguração do Centro de Arte Alberto Carneiro, no passado dia 27 de novembro, na Fábrica de Santo Thyrso, constituiu, na opinião da secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, uma “celebração da vitalidade da arte contemporânea portuguesa”, num dia que, segundo a governante, “deixa uma impressão digital indelével na história deste concelho e desta cidade”.

Ângela Ferreira discursava minutos após ter descerrado a placa de inauguração do Centro de Arte, juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Alberto Costa. Um momento em que também participaram Cláudio Carneiro, filho de Alberto Carneiro, e a viúva do escultor, Catarina Rosendo.

Numa cerimónia que contou com mais de 300 pessoas – nomeadamente familiares, amigos e antigos alunos de Alberto Carneiro – a secretária de Estado enalteceu a “sensibilidade e visão culturais do Município de Santo Tirso, não só patentes na aposta num novo equipamento de referência, mas também numa obra que recupera e revitaliza um património industrial [a Fábrica de Santo Thyrso] ao serviço da arte e da criatividade”.

Para Ângela Ferreira, o “triângulo amoroso” composto pelo Centro de Arte, Fábrica de Santo Thyrso e Museu Internacional de Escultura Contemporânea, “está repleto de potencialidades que nos podem ajudar a construir, coletivamente, novas centralidades e, em última análise, um amanhã em que a cultura, as artes, o empreendedorismo, a inovação social e a economia caminham em linhas paralelas e num sentido único”.

A secretária de Estado considerou, ainda, que a inauguração do Centro de Arte “sedimentou e consolidou” a posição de Santo Tirso a nível nacional, acrescentando que, por Alberto Carneiro ser “muito maior do que Portugal”, também “catapulta a cidade para além das fronteiras do nosso país”.

Seguindo a mesma linha de pensamento, o presidente da Câmara Municipal, Alberto Costa, considerou a inauguração do novo espaço “um momento único para Santo Tirso, que se assume, definitivamente, como cidade de referência da arte contemporânea, a nível nacional e internacional”.

O autarca salientou que o Centro de Arte reúne o acervo doado ao Município por Alberto Carneiro, em 2015, e acrescentou que “esta coleção tem para Santo Tirso o valor incalculável de um dos seus mais ilustres, traduzido na sublime criação artística de um homem” que, lembrou, “viveu uma intensa e filosófica relação com a sua terra, a natureza que sempre o rodeou e a sua própria natureza individual”.

Segundo o presidente da Câmara, “este Centro de Arte nasce na Fábrica de Santo Thyrso, enquadrado numa estratégia comum aos restantes equipamentos museológicos que a autarquia tutela, e que tem por princípios fundamentais a conservação, a divulgação e a produção de conhecimento”.

“São projetos como este que elevam a notoriedade de Santo Tirso na escala internacional, que diferenciam a nossa oferta cultural e constituem um ponto de partida para a descoberta, ou redescoberta, de tudo aquilo que é a essência desta terra… Das suas Árvores, da sua Natureza, das suas Pessoas, da sua Arte e Cultura”, acrescentou.

 

“Um trabalho excecional”


Além das obras do escultor, o acervo é, também, constituído pela biblioteca particular de Alberto Carneiro, composta por mais de sete mil volumes da especialidade. Este espólio foi cedido pela família à Câmara Municipal, que protocolou com os herdeiros a sua inventariação, tratamento e disponibilização pública.

Cláudio Carneiro, filho do escultor, considerou que “a Câmara de Santo Tirso fez um trabalho excecional, quase em verdadeiro espírito de missão”.

“Hoje estão aqui só 50 esculturas expostas, que foram doadas pelo meu pai, mas todo o espólio dele, cerca de 1800 itens, estão guardados para serem expostos noutras exposições. Só o transporte e a inventariação foram um trabalho muito moroso, embora realizado de forma muito profissional. Por isso, há uma grande relação de confiança entre a Câmara e os herdeiros”, acrescentou.

Cláudio Carneiro fez, ainda, questão de sublinhar que “a Câmara Municipal de Santo Tirso teve um comportamento exemplar” e, por essa razão, considerou que se tratou de “um dia para guardar na memória”.


Já Catarina Rosendo lembrou que a ideia de tratamento, conservação e visibilidade de todo o acervo começou a ser trabalhada pelo próprio Alberto Carneiro ainda em vida, sublinhando “a importância de parceiros como o Município de Santo Tirso”.


“O Centro de Arte Alberto Carneiro parece-me um excelente projeto. Quando falamos de artistas contemporâneos, é muito importante a valorização dos seus legados, a construção de espaços dedicados a eles. Que não se trabalhe apenas só sobre o artista, mas que ele seja pretexto para trabalhar muitas questões que são atuais e pertinentes para toda a comunidade, não apenas para as artes visuais”, acrescentou.


“É muito importante que as obras dos grandes artistas continuem a ter uma plataforma de visibilidade. É importante haver um enquadramento institucional que seja sério e coeso, com princípios metodológicos e museológicos para o tratamento das obras e a sua divulgação”, concluiu Catarina Rosendo.

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