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Era uma vez...uma Bilha

04 Dezembro 2018 a 31 Janeiro 2019
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ESCULTURAS EM CERÂMICA
ERA UMA VEZ...UMA BILHA 
EXPOSIÇÃO DE AFONSO HENRIQUE
CENTRO CULTURAL MUNICIPAL DE VILA DAS AVES

Sinopse:

Trata-se de uma exposição de esculturas em cerâmica, constituída por 43 peças. A mostra contém uma narrativa e reporta-nos para o período da Pré-História até à atualidade. Esta exposição acrescenta à arte uma interessante componente didática.

Afonso Henrique, artista plástico, possui Ateliê e residência em Santo Tirso, mais concretamente em Água Longa.

Como especialista, em cerâmica, e por estar ligado às “Artes do Fogo”, (desde o barro vermelho à porcelana) optou pela plástica da argila do grés, como base do seu trabalho escultórico – escultura cerâmica.

A técnica do fogo em cozeduras mono, ou a pintura de alto fogo, levou o artista a cultivar a modelação da argila no seu esplendor que é a olaria de roda ou as figuras tridimensionais.

O conjunto de peças escultóricas que forma esta exposição da Bilha, apresenta uma sequência:

1º Cria uma história sobre uma forma de cerâmica existente
2º Dá conteúdo sobre um valor artístico
3º Concilia a arte popular com a arte erudita
4º Apresenta qualidade estética
5º Preenche a arritmia de criatividade
6º Dá o melhor acabamento pessoal, dentro da técnica cerâmica – Esculturas Policromáticas

Com esta mostra, o artista pretende passar a mensagem de que a cerâmica não é uma arte menor, embora complexa tecnicamente, supostamente a mais antiga do universo e seguramente a mais futurista.

Nota Biográfica

Afonso Henrique nasceu em Ermesinde, em 1948. Desde tenra idade contactou com artistas espanhóis de Bilbau, S. Sebastian, Italianos Milaneses, devido a enfermidades consecutivas de um acidente físico. Também visitou oficinas em Viana do Castelo, Montemor-o-Novo, Barcelos e Setúbal onde terminou em 1961 o périplo por vários hospitais.

A sua imobilidade levou-o à construção de formas em diversos materiais, como também a aprendizagem das cores e tons.

Frequentou a Escola de Artes Decorativas de Soares dos Reis, no curso de pintura. Em 1966, ingressou na Escola Superior de Belas Artes, no Porto, onde concluiu o Curso Geral de Pintura e o Curso Superior de Escultura.

A sua paixão pelas formas, conduziu-o para múltiplas atividades artísticas. Trabalhou como vitrinista e foi contactado por uma empresa japonesa para modelar “mãos” e “cabeças” de manequins expositores, para produtos de beleza. Colaborou com colegas pintores e arquitetos na decoração de cafés, bares, restaurantes, salões de chá, discotecas e hotéis, geralmente na grande área da cidade do Porto. Cooperou como designer e escultor em várias fábricas cerâmicas artísticas.

De 1969 a 1971 foi Bolseiro da Gulbenkian. Inicia a carreira de professor na Escola Comercial e Industrial de Aveiro. Cidade onde reside desde 1972. Foi docente durante 40 anos de EV, em vários estabelecimentos de ensino. Em 1974 organizou a exposição “25 de Abril na Arte”, edição de medalha de sua auditoria.

Frequentou o curso de “Artes de fogo”. E para dar resposta a desafios técnicos relacionados com a produção de peças cerâmicas, concluiu o Curso de Engenharia Cerâmica em 1984, na universidade de Aveiro.

“Era uma vez…uma Bilha” já foi exposta em vários pontos do país e está patente ao público agora, no Centro Cultural Municipal de Vila das Aves.

A HISTÓRIA DA BILHA

“ERA UMA VEZ.... UMA BILHA”

A FORMA DA BILHA COMEÇÕU AQUI!

50 MIL ANOS A.C.


I - Período de antes da História (Pré-história)
Já o Homem Neandertal, depois o Homem Pitecantropus e o Eretus, bebiam como hoje bebem os animais quadrúpedes.
Muitos anos depois, esta geração sentiu e viu que a “matéria inerte”, se poderia mover, com a ajuda da argila, que retinha água de uma pegada.
O homem, aprendeu a atirar e a deslocar os objetos. Então arrancou a pegada humana com o seu líquido e compreendeu que agora tinha um recipiente.

Esculturas
1 > Pegada do Homem Eretus
2 > Pegada Retida
3 > Primata arremessar pedra
4 > Primata com bola e canudos
5 > Pré-história na Roda de Balanço (hoje roda de Oleiro)

II - Novas Civilizações
Os povos evoluíram e formaram regiões. Deram origem a novos povos e novas civilizações - os Sumérios.
Na época de 4,000 a.c. na Mesopotâmia, o povo Sumério, subordinava a Arte Cerâmica, ao estado ou povoados, porque estes tinham cada um, um Deus, mas um só rei.

6 > Bilha Suméria (Bronze Patinado). 4000 a.c.
Depois as civilizações proliferaram e no Egipto, um dos maiores impérios da antiguidade clássica foram obreiros de grandes peças e painéis cerâmicos.

7 > Cerâmica Egípcia (2950 A.C.-395 D.C.)
Mas depois da vida Extraterrena dos Egípcios, surge outra grande civilização na Grécia antiga. Para os gregos a cerâmica teve muita importância. A mitologia era a base do intencionalismo decorativo por venerarem muitos Deuses.
Na Grécia antiga os templos, objetos e ornatos são Mitológicos.

8 > Vaso Grego 2100 A.C.-330 D.C.
No séc. I a.c, os Romanos expandiram-se por toda a Europa e demais espaços no sul Europeu.
A arte serviu como ajuda suplementar, na guarda de um ato heroico.

9 > Cerâmica Romana - Jarra
As civilizações milhares de anos mais tarde, continuaram a expandir-se pela terra e chegaram à Península Ibérica.

III - Os Povos Ibéricos
Os Celtas, os Ibéricos, formaram a Península Ibérica. Também se interessaram pelas “Artes do Fogo”.
Presentes na Península Ibérica, criaram uma espécie de bilha de couro - A Bota Espanhola ou de Esguicho.

10 > Cantil de couro Galego - Galícia
Formada a Divisão Ibérica no Séc. XII, nasce Portugal. As tradições desenvolvem-se por espaços e divisões regionais - Nascem as Bilhas Moringas!

11 > Bilha do Vale do Neiva-Viana do Castelo
12 > Artesão de Barcelos
13 > Bilha Galegos de Santa Maria-Barcelos
14 > Bilha de Areias de S. Vicente-Barcelos
15 > Oleiro da roda de pé
16 > Burro deixa a carga.
17 > Vendedeira a apregoar.
18 > Bilha de segredo de Bisalhães - Vila Real
19 > Mulher de Bilhas vaidosa
20 > Bilha de Molelos-Molelos
21 > Bilha de Ermesinde
22 > Bilhote de Grés Salgado-Aveiro-1982
23 > Bilha Campos-1894
24 > Bilha de Faianças de S. Roque-Aveiro
25 > Bilha de Moringue-Vista Alegre
26 > Bilha de S. Martinho-Águeda
27 > Bilha de Conimbriga-Coimbra
28 > Bilha de Alcobaça-Alcobaça
29 > Bilha do Redondo-Alentejo
30 > Bilhote de Monsaraz- Alentejo
31 > Bilha de São Pedro do Corval-Alentejo
32 > Bilha de Niza-Alentejo
33 > Bilha de Almancil-Algarve
34 > Bilha de Porches-Algarve
35 > Bilha de S. Miguel-Açores
36 > Bilha engolida pelos plásticos
37 > Milagre da Bilha
38 > Paixão
39 > Restaurador
40 > Bilha Museu

Porque a bilha museu, foi muito visitada, agora o povo decidiu fazer-lhe uma homenagem:

40 > Maqueta do monumento (Pedra e Bronze)
41 > Homenagem

Ao homenageá-la com uma escultura de pedra e bronze, perpetuaram-na para o tempo....Depois os Designers, utilizaram-na como símbolo e joia.

42 > Troféu
43 > Joia

HORÁRIO:
SEG A SEX º 09h00 - 17h30  | SÁB º 14H30 - 18H30 

público geral
entrada gratuita

 

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