Monte do Padrão        
  Um livro aberto ao conhecimento
 
 
> Introdução
> Uma localização privilegiada
> Caracterização ambiental

O castro do Monte do Padrão é uma das principais referências culturais e patrimoniais de toda a comunidade tirsense. A sua presença, de grande destaque na paisagem, imprime uma marca indelével no território que, aliada à carga histórica e simbólica que possui, projecta a localidade em toda a região. Carga histórica e simbólica que advém da intrínseca relação existente entre a área arqueológica e uma das principais personalidades históricas da cristandade medieva do Noroeste Peninsular – S. Rosendo – certamente um dos mais ilustres tirsenses. Este vínculo faz com que o imóvel transcenda o seu valor enquanto objecto de ciência, para se projectar como uma referência intemporal do processo de reconquista e povoamento do território que, mais tarde, viria a ser Portugal.

Classificado como Monumento Nacional desde 16 de Junho de 1910, o castro do Monte do Padrão foi escavado pela primeira vez em 1950 por Carlos Faya Santarém. Todavia, é apenas a partir de 1980 que a Câmara Municipal de Santo Tirso dá início a um conjunto de acções com o propósito de promover a protecção, estudo e valorização da estação arqueológica.
É nesta perspectiva que se tem vindo a desenvolver a intervenção arqueológica no castro do Monte do Padrão, cujo projecto se poderá caracterizar como sendo uma abordagem que concilia a investigação científica e a salvaguarda e valorização patrimonial.

O enorme potencial cientifico e patrimonial do castro deve-se, sobretudo, à sua prolongada ocupação, assim como ao facto de conservar um diversificado número de estruturas que documentam cerca de 3 mil anos de história.
A forte ligação do castro ao nascimento e vida de S. Rosendo contribui também para que este constitua uma importante referência cultural, vinculada a uma das mais ilustres personagens do século X.

O acesso ao castro pode fazer-se a partir da povoação de Monte Córdova, em direcção a Quinchães, tomando-se, de seguida, o caminho florestal que dá acesso à capela do Senhor do Padrão.

 
> Vista aérea da estação arqueológica